Quarta-feira , 22 de Fevereiro de 2017
Home / Economia / Glossário financeiro

Glossário financeiro

Glossário financeiro em português com todas as definições dos termos técnicos utilizados no mercado da bolsa.

Ação (stock)

Título emitido por uma sociedade anónima, o qual representa uma parcela do capital da mesma.
Em geral as acções conferem aos seus possuidores (accionistas) : o direito a participar nos resultados(lucros) da empresa, essencialmente mediante o recebimento de dividendos e o direito de voto em assembleia geral.

Ação Defensiva

Tipo de acções cotadas que normalmente apresentam menores flutuações que o conjunto do mercado.

Activo

Soma dos Capitais próprios de uma empresa com o seu Passivo. Inclui (por ordem crescente de liquidez): Imobilizados; Existências (mercadorias); Terceiros (dividas, obrigações); Disponibilidades (depósitos, caixa, dinheiro)

Análise Fundamental

Processo de avaliação do valor de uma empresa e, consequentemente, do valor das suas ações, mediante a análise detalhada da respectiva situação económica e financeira actual e previsão da situação futura.

Análise Técnica

Método de avaliação da evolução futura de um activo, alternativo à análise fundamental, e que consiste na análise dos padrões de evolução passada das cotações e transacções desse activo.

Arbitragem

A compra e venda em simultâneo e em bolsas de valores distintas do mesmo título ou do mesmo tipo de contrato, a preços, que garantam a obtenção de um determinado nível de lucro.

Ask

O preço mais baixo, a que um corretor esteja disposto a vender um determinado título a um seu cliente.

Balanço

Constitui o mapa da situação patrimonial (activo, passivo e situação liquida) da empresa num determinado momento.

Basis Points

Refere-se ao “yield” de uma obrigação. Cada ponto percentual do “yield” de uma obrigação corresponde a 100 “basis points”. Assim, uma alteração do “yield” de uma obrigação de 7,25% para 7,39 % corresponde a uma subida de 14 “basis points”.

BDP

Bolsa de Derivados do Porto

Bear Market

Situação de mercado caracterizada pela queda generalizada dos preços dos títulos cotados.

Bearish

Denominação que se atribui ao mercado, quando este está com tendência de queda.

BETA

Este coeficiente indica a correlação entre as variações de cotação da empresa, dividindo o período em análise em intervalos de N sessões e as variações de valor de um índice bolsista importante. Neste cálculo, utiliza-se para N o valor de 10 sessões, o período considerado é desde o início de 1997 até à actualidade e o índice bolsista de referência é um índice de todas as empresas do contínuo.

A Variação pode servir de guia para as compras e vendas se considerarmos que, em mercado altista, as acções que já subiram mais são as que tendem a subir mais no futuro. Deve ter-se cuidado, contudo, pois, se houver uma inversão de tendência, geralmente estas acções são também as que caem mais.

O Beta indica a correlação empresa / índice, ou seja, o grau em que as acções da empresa “exageram” os movimentos do índice. Grosso modo ele indica o “nervosismo” da acção, a sua tendência para a volatilidade. Um Beta maior do que 1 indica uma acção mais nervosa, um Beta menor do que 1 uma acção mais estável. Um Beta negativo (muito raro) indica uma acção que evolui em contra-ciclo, isto é, que sobe quando o mercado desce e vice-versa.

Um critério interessante é comprar as acções de maior Beta quando se pensa que o mercado vai subir; deste modo maximiza-se o ganho, pois as acções de maior Beta batem o mercado nos lanços de subida. Outro critério interessante é escolher as acções de Beta menor quando se teme a queda do mercado mas não se deseja sair dele completamente; deste modo minimizam-se as potenciais perdas pois, nos lanços de descida, as acções de menor Beta descem menos.

Medida do nível de risco associado à compra de uma acção, em relação ao nível de risco geral do mercado accionista. Uma acção cujo “beta” seja 1.3 significa, que a cotação dessa acção deverá variar (quer no sentido negativo, quer no positivo) 1.3 vezes mais do que a variação da totalidade do mercado accionista.

Bilhete do Tesouro

Título de dívida pública Portuguesa de curto prazo, isto é, cuja maturidade seja inferior a um ano. Os títulos do tesouro são emitidos pelos prazos de 91, 182 e 364 dias.

Blue Chips

São acções de empresas de elevada qualidade, que são normalmente muito procuradas e têm, consequentemente, bastante liquidez. São, no fundo, as aplicações de luxo da Bolsa.

Acção de reconhecida qualidade, em regra geral representativa do capital de uma empresa estabelecida e que se caracteriza pela regularidade com que obteve resultados e distribuiu dividendos acima da média do mercado.

Bolsa de Valores

Mercado oficial onde se trocam valores mobiliários: ações e obrigações.

Book-building

Processo pelo qual se determina o valor futuro de uma acção, de acordo com a procura demonstrada pelo número de subscritores no pré-registo de venda.

Bull Market

Situação de mercado caracterizada pela subida generalizada dos preços dos títulos cotados.

Bullish

Termo inglês para designar uma tendência de valorização dos preços num determinado mercado financeiro. Na Bolsa, diz-se que o mercado está bullish quando as cotações da generalidade das acções estão em fase de crescimento.

BVL

Bolsa de Valores de Lisboa

BVL-30

É um dos principais índices bolsistas portugueses, que reúne as 30 empresas cotadas na BVL de acordo com a sua liquidez e capitalização bolsista.

Capitais Próprios

É a diferença entre Activo – Passivo. Inclui o capital social da empresa, as reservas desta, resultados transitados e o resultado liquido do exercício.

Capitalização Bolsista /Capitalização de Mercado

Valor monetário total de todas as acções cotadas. Determina-se a capitalização de uma bolsa de valores multiplicando o quantidade de acções admitidas à cotação (isto é “em circulação”) pelo seu valor de cotação. Também é usado como uma medida da dimensão de uma empresa.

Caravela, Mercado

Mercado de obrigações denominadas em PTE, emitidas por entidades internacionais e que são tomadas firme e colocadas por instituições financeiras, que operam em Portugal.

Cash Flow

É um indicador financeiro que mede os fundos gerados por uma empresa ao longo de um determinado exercício. Distingue-se dos lucros pelo facto de incorporar, para além do resultado do exercício, as provisões e amortizações.

CCMP

Custo Capital Médio Ponderado

CMVM

Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, entidade reguladora do mercado de valores mobiliários.

Comissão

O montante cobrado por uma entidade corretora ou de corretagem pela prestação de serviços de compra ou de venda de títulos em nome de clientes:

  • Comissão de subscrição : montante cobrado aquando da subscrição de um dado titulo pela entidade emissora
  • Comissão de gestão : percentagem para a entidade gestora do fundo
  • Comissão de resgate : percentagem do montante do fundo, retida se este for dissolvido antes de determinado período

Conta Cash (Cash Account)

Conta junto de uma entidade corretora ou de corretagem, em que o cliente se compromete a liquidar, na sua totalidade e dentro de um prazo estipulado, o montante devido pela compra de títulos. Em Portugal o prazo em questão é, em regra geral, de quatro dias úteis.

Conta Gestão Discricionária (Discretionary Account)

Conta junto de uma entidade corretora ou de corretagem, em que um investidor autoriza estas últimas a efectuar compras e vendas de títulos seleccionados pela entidade corretora, ao preço e nas quantidades por ela determinados e quando entender, que tal seja oportuno.

Conta Margem (Margin Account)

Conta junto de uma entidade corretora ou de corretagem, em que estas se disponibilizam a emprestar aos seus clientes uma parte do montante necessário para a compra de títulos. O termo “margem” refere-se à diferença entre o valor de mercado do título adquirido e o valor do empréstimo concedido pela entidade vendedora (o valor máximo de endividamento é fixado pela CMVM)

Cotação

Preço ao qual se pode efectuar a compra ou a venda de um título num dado momento.

Curto/Vender Curto (Short Sale)

Venda de um título não possuído pelo vendedor. Trata-se de uma transacção legítima e regulamentada em várias bolsas de valores internacionais, de carácter especulativo, em que o vendedor tem a expectativa de que o preço do título em causa irá descer. Caso este cenário se concretize, o vendedor irá, em uma data posterior, adquirir o título vendido a um preço inferior ao do preço de venda, entregar esse mesmo título ao comprador e realizar assim um lucro nesta operação.

“Estar curto em 100X” significa ter vendido curto 100 acções da empresa X.

Curva de Rendimento (Yield Curve)

Representação gráfica da estrutura temporal das taxas de juro de títulos financeiros com maturidades diferentes. A “yield curve ” das obrigações do tesouro de um dado país, será representada pelo traçar de uma linha, que una as taxas de juro, proporcionadas num dado momento, pelas diferentes maturidades dos títulos em causa. Devido ao dinamismo dos mercados a “yield curve” de um dado conjunto de títulos tenderá a variar diáriamente. A “yield curve” será designada como invertida nos casos em que a sua inclinação seja negativa (isto é, quando as taxas de curto prazo sejam superiores às de longo prazo).

Derivativo /Derivado

Título ou contrato financeiro como por exemplo uma opção, cuja cotação deriva da variação da cotação de um título subjacente (isto é o título em relação ao qual se efectuou o contrato de opção).

Direito (Warrant)

Certificado, que garante ao seu possuidor o direito de adquirir um título a um preço estipulado, no decorrer de um determinado limite de tempo. Um “warrant” é geralmente concedido em conjunto com a emissão de um dado título, como factor de indução à subscrição desse mesmo título.

Dividend Yield

E a razão, expressa em percentagem, entre o Dividendo (líquido de impostos – Net) por Acção e a Cotação ou preço.
Ex1: acção cotada a 4000€, à qual é distribuída um dividendo de 40€, tem um dividend yield de 1%.

Deverá comprar as acções com NDY’s mais altos, pois eles denotam um alto valor do dividendo e um preço não inflaccionado da acção. No entanto, NDY’s muito altos poderão indicar falta de confiança do mercado e, logo, risco económico. Muito interessante é a comparação entre NDY e a taxa de juro das obrigações. Quanto mais a comparação entre estes dois rendimentos for favorável ao dividendo, melhores são as perspectivas para a acção.
Ex2: um NDY de 3% com taxas de juro de 4% é melhor do que um NDY de 5% com taxas de juro de 12%.

Dividendo

É a fracção dos lucros da empresa cotada que é distribuída aos seus accionistas. Normalmente, sempre que uma empresa obtém lucros num determinado exercício, decide distribuir, no ano seguinte, uma parte destes aos detentores de acções. Para os accionistas, o dividendo constitui uma importante fonte de rentabilidade, para além da valorização do preço do título.

Pagamento efectuado por uma empresa aos seus accionistas, que geralmente representa uma participação nos resultados da mesma. Este pagamento pode ser realizado sob a forma de dinheiro ou através da emissão e distribuição de acções.

EBITDA

Resultado Antes de Impostos, juros e amortizações

Efeito Janeiro

Situação detectada por estudos em vários mercados de acções que revelam que o mês de Janeiro apresenta uma rendibilidade muito superior à dos outros meses.

EPS

“Earnings Per Share” – Resultados Liquidos (lucros) divididos pelo número de acções

Especulador

Participante activo no mercado, que está disposto a correr riscos calculados na antecipação da realização de lucros.

Agente económico que assume posições de investimento de risco significativo em determinados activos.

EURIBOR

Taxa de juro praticada no mercado monetário interbancário na Comunidade Europeia. É a taxa praticada pelos bancos nos empréstimos realizados entre si.

EURO

Nova unidade monetária para os países signatários da União Monetária Europeia

EV

“Enterprise Value” = capitalização bolsista + dívida remunerada – disponibilidades

Facturação/Volume de Negócios

Para os bancos, este valor é igual aos Proveitos de Operações Activas;
Para as seguradoras, este valor é igual ao volume de Prémios e Seus Adicionais;
Para as restantes empresas, este valor é igual à soma das Vendas com as Prestações de Serviços.

FII

Fundos de Investimento Imobiliário

FIM

Fundos de Investimento Mobiliário

Forward

Tipo de transacção cambial que consiste em operações a prazo em que, portanto, há uma separação entre o momento da negociação e o da entrega de divisas. O prazo pode variar bastante e, são bastante procuradas por empresas não financeiras num intuito de cobertura de risco

Free float

É o número de acções detidas pelo núcleo duro a dividir pelo número de acções total. Um baixo free float implica fraca liquidez do titulo e também a fraca ou inexistente possibilidade de OPA.
Percentagem de acções que circulam no mercado em relação ao total.

Fundo de Investimento

Conjunto de acções, obrigações e/ou outros títulos financeiros indirectamente adquiridos por um conjunto de investidores e geridos por uma entidade registada, especializada na gestão de activos financeiros.

Fundo de Tesouraria

Refere-se em geral a um fundo de investimento, que investe tipicamente em títulos de dívida de curto prazo como sejam por exemplo bilhetes do tesouro e papel comercial.

Futuros, Contrato de

Um acordo para a compra ou venda de uma quantidade standardizada de um instrumento financeiro ou de outro tipo de mercadoria, a ser entregue em uma data futura.

Contrato entre duas pessoas que se comprometem a transaccionar uma determinada quantidade de um activo num dado momento futuro a um determinado preço pré-definido.

Goodwill

Montante pago acima do somatório do valor de mercado dos diferentes activos da empresa adquirida

Growth Stock

Acções de uma empresa que possui oportunidades de investimento futuro que permitam um crescimento sustentado dos dividendos.

Hedging

Estratégia, cujo objectivo é a diminuição do risco geral de investimento, e que passa pela utilização de contratos de opções, contratos de futuros e do “short selling” de títulos. Pretende-se com o “hedging” reduzir a volatilidade potencial de um determinado portfolio de investimentos, através da redução do risco de ocorrência de determinadas perdas. O “hedging” permite também assegurar a realização de lucros potenciais, que já tenham sido obtidos através de um determinado investimento, mas que ainda não tenham sido efectivamente realizados.

Holding

Empresa, que detém a quantidade suficiente de acções de uma outra companhia, que lhe permita determinar e controlar a gestão desta última.

Índice

Medida estatística indicativa do estado geral e da performance de um mercado financeiro, de uma bolsa de valores ou de uma economia.

Inside Trading

Transacções efectuadas com base em informação privilegiada. Esta prática é ilegal e punida pela CMVM.

Insider

Pessoa, que, presumivelmente, possui acesso privilegiado a informação acerca de uma empresa.

IPC

Índice do Preço ao Consumidor

LIBOR (London Inter-Bank Offered Rate)

Taxa de juro praticada no mercado monetário interbancário de Londres e que constitui a principal taxa de referência internacional. É a taxa praticada pelos bancos nos empréstimos realizados entre si (no mercado de Londres).

Liquidez

É o nível de transação registado habitualmente por um título. Diz-se que uma acção é líquida quando é transaccionada no mercado em quantidades importantes e com elevada frequência. Para um investidor, ter na sua carteira uma acção líquida significa que poderá facilmente transformá-la em dinheiro.

Medida da rapidez com que um investidor pode vender um título; este será considerado tanto mais líquido, quanto maior for a frequência e o volume das transacções realizadas, podendo pois ser adquirido ou vendido com grande facilidade e sem grandes alterações de preço entre cada transacção.

LISBOR

Taxa de juro praticada no mercado monetário interbancário de Lisboa. É a taxa praticada pelos bancos nos empréstimos realizados entre si (no mercado de Lisboa).

Longo (Long)

Termo, que representa a posse de um título.
“Estar longo em 100X” significa possuir 100 acções da empresa X.

Mais Valia/Menos Valia

Lucro ou prejuízo resultante da venda de um título; resulta da diferença entre o preço de aquisição e de venda do título em causa.

Maturidade

Prazo de vencimento de um título.

Mercado de Derivados

Mercado onde se negoceiam títulos cuja rendibilidade depende do valor de outros activos, como acções, obrigações ou mercadorias. É o caso dos contratos de futuros e opções.

Mercado Monetário

Segmento do mercado financeiro onde se transaccionam títulos de dívida de curto prazo, isto é cujo prazo de reembolso seja inferior a um ano.

Nível de Resistência

Nível de cotação considerado muito difícil de ser ultrapassado por determinada acção

Nível de Suporte

Nível abaixo do qual será muito difícil que a cotação de uma acção venha a situar-se.

Obrigação

Certificado de dívida emitia por uma entidade, a qual se compromete a pagar um montante especificado ao detentor desse mesmo título, acrescido de um determinado montante de juros, durante um período de tempo pré-determinado.

Uma obrigação convencional paga juros periodicamente e reembolsa o capital inicial no final da vida estabelecida para o titulo.

Obrigação conversível

Obrigação que, por decisão do seu detentor, pode ser convertida num número definido de acções da mesma empresa emitente.

Oferta (Bid)

O preço mais alto a que um corretor esteja disposto a comprar um determinado título.

OPA

Oferta Pública de Aquisição – Operações realizadas nos mercados bolsistas e especificamente regulamentadas, em que uma empresa apresenta, ao público accionista em geral, uma proposta de compra de uma determinada quantidade de títulos (geralmente acções) a uma determinado preço.

Opção

Contrato, que confere o direito, mas não a obrigação, de compra ou de venda de um título por um preço específico durante um determinado período de tempo.

Opção Americana (American-Style Option)

Contrato de opção, que pode ser exercido em qualquer altura entre a data de compra do contrato e a data de expiração do mesmo.

Opção de Compra (Call/Call Option)

Direito, mas não obrigação, conferido por um contrato, de compra de um determinado título a um preço e numa data especificada ou numa data anterior. Também se aplica à cláusula de uma emissão de obrigações, que permite ao emissor realizar a compra das obrigações emitidas numa data anterior à maturidade das mesmas.

Opção de Venda (Put/Put Option)

Direito, mas não obrigação, conferido por um contrato, de venda de um determinado título a um preço e numa data especificada ou numa data anterior.

Opção Europeia (European-Style Option)

Contrato de opção, que só pode ser exercido na data de expiração do mesmo.

OPT

Oferta Publica de Troca – Operações realizadas nos mercados bolsistas e especificamente regulamentadas, em que os accionistas de uma empresa apresentam, ao público em geral, uma proposta de troca de uma determinada parte do capital social da empresa em causa por um número de acções da sua empresa.

OPV

Oferta Publica de Venda – Operações realizadas nos mercados bolsistas e especificamente regulamentadas, em que os accionistas de uma empresa apresentam, ao público em geral, uma proposta de venda de uma determinada parte do capital social da empresa em causa.

Over the Counter (OTC)

Mercado específico onde se realizam transacções directas entre entidades corretoras ou de corretagem, ao invés de se utilizar uma bolsa de valores.

Papel Comercial

Títulos de crédito de curto prazo, emitidos por empresas, que, em regra geral, cumpram determinados requisitos de solidez financeira. PER

Passivo

Activo de uma empresa menos os seus Capitais próprios.

Payback

Período de tempo após o qual uma empresa consegue obter lucros após o seu investimento inicial

Payout ratio

Percentagem dos lucros de uma empresa distribuída sob a forma de dividendos

PBV

“Price Book Value Ratio” – é a razão entre a Cotação ou preço de uma acção e o Valor Contabilístico (Book Value) por acção.

O Valor Contabilístico por acção obtém-se dividindo a Situação Líquida ou Capitais Próprios da empresa pelo Número de Acções emitidas.

Quanto maior é o PBV, maior é o afastamento entre a cotação de mercado e o valor contabilístico e menor será, em teoria, a perspectiva de valorização futura.

Deverá comprar as acções com PBV’s mais baixos. PBV’s altos, várias vezes acima de 1, são sinal de inflação de preços. PBV’s abaixo de 1 significam que a empresa está a ser transaccionada abaixo do seu valor contabilístico, o que denota uma má situação financeira ou falta de confiança, mas, por outro lado, PBV’s baixos significam um grande potencial de subida da acção. O mais seguro são PBV’s entre 1 e 3. Entre 0 e 1, o PBV indica risco acrescido mas grande potencial de ganho. Finalmente um PBV negativo indica que a situação líquida da empresa é negativa, ou seja, que ela está em falência técnica.

PCF

“Price Cash Flow” – É um indicador de rentabilidade potencial de acções, obtido através da divisão da cotação pelo cash flow por acção da empresa cotada. Quanto menor é este indicador, maior é, em teoria, o potencial de valorização da acção.

Penny Stock

Acção com baixa cotação e elevado risco

PER

“Price to Earnings Ratio” – é a razão entre a Cotação ou preço e o Lucro por Acção. O Lucro por Acção obtém-se dividindo o lucro ou Resultados Líquidos pelo Número de Acções (EPS).

É também um indicador de rentabilidade potencial de acções, obtido através da divisão da cotação do título pelo lucro líquido por acção da empresa cotada. Quanto menor é este indicador, maior é, em teoria, o potencial de valorização da acção.

Deverá comprar as acções com PER’s mais baixos, especialmente se o valor do PER estiver entre 5 e 15. PER’s muito altos significam inflação dos preços e, logo, a possibilidade de as cotações estarem para além do valor real da empresa. Mas PER’s muito baixos, digamos, entre 0 e 5, são um sinal de que não há confiança na empresa, podendo esta estar a deteriorar a sua situação. PER’s negativos indicam prejuízos na empresa e, quanto mais o valor negativo se aproximar de 0, maiores são os prejuízos.

PIB

Produto Interno Bruto

Portfolio/Carteira

Conjunto de títulos detidos por um investidor. Um portfolio pode ser constituído por acções, obrigações, opções e/ou qualquer outro tipo de títulos.

PPA

Plano Poupança Acções – Fundos de investimento em acções (de longo prazo, 6 a 9 anos) com benefícios fiscais.

PPR

Plano Poupança Reforma

Price target

Valor estimado do preço de uma determinada acção ao fim de um dado período.

Prime Rate

Taxa de juro indicativa para concessão de crédito, por parte de instituições bancárias, aos seus clientes, que apresentem o mais baixo risco de crédito.

Privatização

Passagem do controlo e da titularidade de empresas do Estado para o sector privado

Prospecto

Documento, que contém as informações necessárias, para que os investidores (ou participantes) possam formular juízo fundamentado sobre o investimento, que lhes é proposto. Leia-o atentamente antes de efectuar qualquer subscrição!

PSI-20

Iniciais do nome inglês Portuguese Stock Index-20. É um índice de acções que agrupa os 20 títulos mais líquidos do mercado e com maior capitalização bolsista.

RAI

Resultados Antes de Impostos

Rating

Atribuição a uma empresa ou entidade de uma classificação ou notação em termos da sua capacidade em corresponder aos seus compromissos financeiros. Esta classificação pode também ser atribuída individualmente a uma dada emissão de títulos.
O termo “rating” é utilizado para descrever, não só a classificação em si, como também a actividade de atribuir classificações e as empresas, que realizam tal actividade.

Red Chips

Acções de empresas que estão desvalorizadas. Muito voláteis, a desinvestir.

Relatório e Contas

Documento emitido por uma empresa, destinado aos seus accionistas, contendo o relatório da sua actividade e a apresentação das suas contas à data do fecho anual das mesmas.

Rendibilidade de Vendas

Resultados Líquidos sobre as Vendas

Rentabilidade Potencial

É a taxa de rentabilidade esperada para uma determinada acção num futuro próximo (um a dois anos). A rentabilidade de uma acção decompõe-se em duas componentes: valorização do preço do título no mercado e dividendos distribuídos.

Resultado Corrente

Soma dos resultados operacionais com os resultados financeiros

Resultado Financeiro

Evidencia os lucros/prejuízos decorrentes de actividades financeiras: juros, rendimentos, operações cambiais. (proveitos menos os ganhos financeiros)

Resultado Líquido

São os Lucros Líquidos ou Resultado do Exercício. Para as seguradoras, este valor tem também o nome de Saldo.

Resultado Operacional

Correspondem aos lucros/prejuízos obtidos na actividade principal da empresa. São, em geral, a diferença entre os proveitos (produção e venda de bens ou prestação de serviços) e os custos operacionais (pessoal, existências, Fornecimentos e Serviços Externos).

Risco

Grau de segurança inerente a um investimento. No contexto do mercado financeiro refere-se usualmente à volatilidade do nível de rentabilidade apresentado por cada título, sendo o nível de risco directamente proporcional ao referido grau de volatilidade.

ROE

“Return On Equity” – Indicador da rentabilidade de uma empresa. Determina-se dividindo o resultado líquido anual de uma empresa pelo montante de capital investido pelos accionistas na mesma. O resultado é por norma apresentado como uma percentagem do capital investido na empresa.

Taxa de rendibilidade dos capitais próprios: quociente entre os Resultados Liquidos e os capitais próprios de uma empresa. É a rendibilidade que mais interessa aos accionistas.

ROI

“Return on Investment”: Ponto a partir do qual, a empresa consegue recuperar com os lucros o investimento feito (retorno do investimento).

Segurança / Risco

Diz-se que um título é seguro, ou que tem baixo risco, quando a sua cotação não sofre, habitualmente, grandes flutuações ao longo do tempo. Para um investidor, ter um título de baixo risco na sua carteira significa ter uma certa garantia de estabilidade nas suas cotações.

Sociedades Corretoras (Brokers)

Sociedades Corretoras – São sociedades financeiras que compram e vendem títulos na Bolsa em nome dos seus clientes.
Entidade, cuja actividade consiste na compra e venda de títulos financeiros por conta de terceiros.

Sociedades Financeiras de Corretagem (Dealers)

Sociedades Financeiras de Corretagem – São sociedades financeiras que actuam na Bolsa, comprando e vendendo títulos para os seus clientes, tendo também a possibilidade de gerir carteiras próprias de investimentos financeiros.

Entidade, cuja actividade consiste na compra e venda de títulos financeiros por conta de terceiros e também por conta própria.

Solvabilidade

Ou auto-financiamento = capitais próprios divididos pelo activo

Spin off

Split

Divisão das acções de uma empresa em uma quantidade maior. Um “Split de 3 para 1” realizado por uma empresa, que tivesse emitido anteriormente um milhão de acções, terá como resultado, que o número de acções emitidas ascendam agora a três milhões. Cada accionista, que possuísse cem acções passaria a possuir, após o “split”, trezentas acções, permanecendo pois inalterada a proporção, que cada accionista detém no capital social da empresa. Como regra geral cada “split” de acções está dependente da aprovação dos accionistas da empresa em causa.

Spot

Tipo de transacção cambial que se referem a operações à vista, ou seja, existe uma negociação que conduz logo à efectivação da operação (em 48 horas). São o tipo de transacções que dominam o mercado

Spread

Diferença entre a cotação ou o preço de “bid” e o de “ask” de um título.
Também representa a diferença entre o “yield” de dois títulos.
Pode ainda referir a diferença entre duas taxas de juro (representando uma taxa o valor de base ou de indexação e a outra o valor a que se realiza uma dada operação financeira).

Stock picking

Estratégia de selecção cuidadosa e criteriosa dos títulos que ainda apresentem uma boa valorização a médio e longo prazo.

Subscrição, Tomada Firme (Underwriting)

Aquisição a um preço fixo, por um ou por vários intermediários financeiros, de uma emissão de títulos, directamente à entidade emissora. Posteriormente esses títulos são vendidos (ou colocados) ao público pelos referidos intermediários financeiros.

Swap

Operação financeira: consiste na troca de um contrato ou de um produto financeiro por outro. Como exemplo frequente podem-se citar os “swaps” de taxas de juro, através dos quais uma empresa acorda com uma instituição bancária a troca de, por exemplo, um empréstimo de taxa de juro fixa por um de taxa de juro variável ou vice versa.
Tipo de transacção cambial: consiste em compra e venda simultânea da mesma quantidade e da mesma divisa (ex.: contracto no qual se estabelece que se compra agora e também que mais tarde essa mesma quantidade de divisa irá ser vendida por quem agora está a comprá-la).

Taxa de juro activa

Taxa de juro que uma entidade bancária cobra sobre um empréstimo efectuado

Taxa de juro passiva

Taxa de juro que uma instituição bancária oferece para uma determinada aplicação financeira a prazo.

TMS

“Turnover Médio por Sessão” – é a média dos Turnovers das sessões, desde o início de 1997 até agora. O Turnover numa sessão é o produto da Cotação pela Quantidade Transaccionada.

O Turnover Médio por Sessão é um indicador de liquidez. Em princípio dever-se-á investir mais dinheiro nas acções mais líquidas, ou seja, de TMS maior.

Turn Over

Quando as receitas passam a ser superiores aos custos (lucro>0)

Unidade de Participação (Valor)

Valor monetário de cada unidade de participação de um fundo de investimento num dado momento e que se calcula somando o valor da totalidade dos títulos detidos pelo fundo e dividindo o referido valor pelo número total de unidades de participação emitidas.

Valor Contabilístico (Book Value)

É a Situação Líquida, Capitais Próprios da empresa.
Indica o património da empresa, líquido de passivo. É medido pela diferença entre o Activo e o Passivo ou a soma do Capital com as Reservas, Resultados Transitados e Resultados Líquidos.

Valor Nominal

Montante, que o emissor de uma obrigação se obriga a pagar ao detentor desse mesmo título na data de maturidade.

Volatilidade

É o grau de variabilidade nos preços de um activo. Quanto maior for a variação do preço de um activo, maior é a sua volatilidade.

Yield

Define-se em geral como sendo a rentabilidade de um investimento, calculada como uma percentagem do montante investido.
O “yield” de uma acção refere-se geralmente à percentagem representada pelo valor do dividendo anual, em relação ao valor de cotação da acção.

Zero Growth Stock

Acções de uma empresa em que não se espera qualquer crescimento nos dividendos futuros.

Aprenda mais sobre à Bolsa de valores com o seguinte artigo : Formações Gráficas

Mais informações no Banco de Portugal com um glossário bilingue.

Check Also

O que são obrigações

O que são obrigações?

Uma obrigação pode definir-se genericamente com um título de dívida, negociável, pelo qual a entidade …

Deixar uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *