Quarta-feira , 22 de Fevereiro de 2017
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Paulistinhas transgénicos contra a poluição

Brachydanio rerio, ou simplesmente Danio rerio, é um peixe asiático originário de Bengala muito comercializado e conhecido pelos aquaristas brasileiros com o nome de paulistinha. Para os cientistas de todo o mundo, este peixinho de cinco centímetros de comprimento é mais conhecido pelo seu nome em inglês, “Zebra Fish”, sendo utilizado para pesquisas tanto na área de genética quanto em testes de pureza da água.

Paulistinhas antes de modificados
Paulistinhas antes de modificados

Mas a grande novidade em relação ao paulistinha vem de Singapura, mais precisamente do departamento de ciências biológicas da NUS (National University of Singapore), onde os pesquisadores estão trabalhando num projecto de desenvolvimento de paulistinhas transgénicos. A idéia é produzir peixes modificados geneticamente capazes de indicar se a água em que se encontram está ou não contaminada por poluentes.

Este tipo de peixe, produzido através de técnicas de engenharia genética e biologia molecular, seria uma óptima alternativa ao uso dos complicados testes para a identificação de poluentes na água. A técnica consiste em extrair genes de medusas fluorescentes e injectá-los em ovos de paulistinhas. Com estes genes, o corpo dos peixes é capaz de produzir uma coloração florescente vermelha ou verde. E, para provocar o funcionamento destes genes, os cientistas utilizam promotores que induzem estes genes funcionando como interruptores que activam ou não a coloração fluorescente dos peixes.

Paulistinhas depois de modificados
Paulistinhas depois de modificados

Com isso, os cientistas já produziram peixes capazes de identificar dois tipos de substâncias químicas na água: estrógenos e metais pesados. Os peixes começam a indicar a presença das substâncias, imediatamente após serem colocados em água contaminada, através da mudança de sua cor. Embora actualmente apenas cores vermelhas e verdes possam ser utilizadas, os cientistas revelaram que poderiam adicionar até cinco cores a cada peixe, cada uma para indicar um tipo diferente de poluente.

A grande vantagem do uso destes peixes transgénicos está na sua fácil utilização, onde apenas com um rápido olhar é capaz de se descobrir a presença de um poluente na água. Além disso, estes peixes possuem algumas vantagens em relação aos outros indicadores para poluentes, pois eles são biodegradáveis, baratos e de fácil produção.

Futuramente, esta tecnologia também poderá estar disponível para outros peixes projectados geneticamente, marinhos ou não. Actualmente, os cientistas estão a pesquisar peixes que mudam de cor de acordo com a temperatura da água, o que pode levar ao uso de peixes fluorescentes como indicadores de temperatura.

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