Domingo , 19 de Novembro de 2017
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Tem Cartão Refeição? Saiba Como Organizar o Orçamento Mensal

Cada vez mais são as empresas que dão o subsídio de alimentação aos colaboradores num cartão de refeição, em vez de refletir esses gastos no ordenado. De acordo com o que a plataforma gratuita de simulação de produtos financeiros ComparaJá.pt apurou, compensa fiscalmente e financeiramente a ambas as partes. Saiba como organizar o orçamento mensal com a ajuda deste produto!

O número de organizações que, tendo em conta as limitações causadas pelos agravamentos da carga fiscal dos últimos anos no poder de compra de muitos colaboradores, recorrem a cartões de refeição, que podem ser utilizados em restaurantes e supermercados, tem sido claramente crescente nos últimos anos.

A alimentação e as famosas “compras do mês” do supermercado consomem, como sabe, uma grande fatia do orçamento das famílias, pelo que o facto de lhe ser atribuído um cartão de refeição acaba por ser uma enorme ajuda, muito valorizada por empresas e colaboradores.

Emissores e Benefícios Fiscais

Atualmente, os grupos Edenred (através do cartão Euroticket) e Ticket (pela mão do cartão de subsídio de alimentação Ticket Restaurant) são os mais populares, em Portugal, na emissão deste tipo de produtos.

No que toca às vantagens sociais e fiscais de ambos, não existem quaisquer custos para o trabalhador, sendo um benefício social totalmente isento de IRS e TSU, até ao limite definido pela lei, que é de 6,83 euros por dia de trabalho. Se a empresa optar por entregar o subsídio em dinheiro, o valor diário máximo isento é de 4,27 euros.

No entanto, o valor destas retribuições não é considerado no cálculo de prestações sociais, como o subsídio de desemprego, ou da reforma. Mas façamos as contas:

Exemplo:

A partir dos simuladores que ambos os emissores disponibilizam nos respetivos websites, o ComparaJá.pt calculou o ganho fiscal da empresa e do colaborador, pressupondo um subsídio de refeição diário de 6,83 euros durante 22 dias e 11 meses, a uma taxa de IRS de 21,6%:

Empresa

Dinheiro

Ticket Restaurant

Euroticket

Subsídio anual 1.653€ 1.653€ 1.653€

Encargos

TSU 147€ Isento 147€
Total 1.800€ 1.653€ 1.800€
Benefício fiscal 0€ €147 147€

O facto de a empresa utilizar este sistema, resulta numa poupança de 8,9% a mais do que se não usasse.

Trabalhador

Dinheiro

Ticket Restaurant

Euroticket

Subsídio Anual 1.653€ 1.653€ 1.653€

Encargos

TSU 68€ Isento 68€
IRS 134€ Isento 134€
Total Líquido 1.451€ 1.653€ 1.653€
Benefício Fiscal 0€ 202€ 202€

O facto de o colaborador beneficiar deste sistema resulta numa poupança de 12,2% a mais do que se não usasse, sendo a bonificação máxima mensal de 150 euros.

Como Planear o Orçamento Mensal com o Subsídio de Alimentação?

Contas feitas, o ComparaJá.pt reuniu algumas dicas financeiras para o ajudar a gerir um orçamento mensal tendo em conta a utilização do cartão refeição, existindo vários gastos onde pode poupar e não “gastar” diretamente do ordenado. Mas como? Vamos descobrir:

1. Estabelecer metas orçamentais

Controlar gastos, tanto no subsídio de alimentação (que, apesar de ser uma grande ajuda, não é uma quantia muito elevada), como no restante ordenado, revela-se de extrema importância, porque fá-lo perceber qual é a sua taxa de esforço mensal e se existem despesas que pode cortar. Aqui, saiba como fazer um mapa de gastos pessoais, para diferenciar receitas e custos.

Deve começar por definir prioridades, pensar: o que é mais urgente comprar com o cartão refeição? Posteriormente, ter a noção de quanto é que pode despender com o cartão, até quanto pode pagar e em que locais. Regra geral, estes produtos têm parceria com todos os supermercados e vários restaurante

2. Avaliar o orçamento mensal

Comecemos por estipular que as despesas do supermercado e alimentação fazem parte dos custos variáveis, sendo os fixos correspondentes às despesas obrigatórias todos os meses (renda da casa; passe; telecomunicações; créditos, etc), uma vez que constam sempre no orçamento mensal. A soma de ambos resulta no custo final da família.

Após identificar os custos fixos mensais, deve saber que os custos variáveis constituem os gastos (muitos podem ser pagos com o cartão refeição) que mudam consoante a sua utilização, pesando bastante no orçamento familiar.

Portanto, se conseguir cobrir as despesas do supermercado e de alimentação com o cartão refeição, vai poupar bastante dinheiro na sua conta ordenado.

Como se viu acima, o máximo que um colaborador pode receber, até não ser taxado por isso, são 150 euros mensais. Ou seja, numa família de dois pais e dois filhos, são 300 euros que têm à disposição para gastar no supermercado, almoços e jantares fora. Agora é só gerir os outros gastos com o resto do ordenado.

3. Fazer estimativas com as apps dos emissores

Por fim, para além de guardar todas as faturas das despesas de toda a família, pode seguir todos os gastos que tem com o cartão do subsídio de alimentação, seja no website do emissor ou nas aplicações para smartphones disponibilizadas. O mesmo é válido para quando o cartão é carregado.

Assim, consegue ter uma noção de todos os gastos que faz no dia-a-dia, e qual o balanço e saldo que tem. Um bom exercício que pode fazer é, no final de um mês, consoante tudo o que despendeu, traçar uma estimativa de custos para todo o ano. Quanto sobra no final? Não se esqueça de que deve poder alocar algum dinheiro para a conta poupança…

Este artigo é da autoria da equipa do ComparaJá.pt, a plataforma gratuita de simulação e agregação de produtos financeiros em Portugal.

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Um comentário

  1. pt.creditoparticular

    Muito bom artigo, é bem esplicado como organizar o orçamento

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