Epic levanta mil milhões de dólares para criar o seu multiverse

O desenvolvedor do jogo Fortnite, EPIC, acaba de anunciar uma nova ronda de levantamento de fundos no valor de mil milhões de dólares.

Apoiada principalmente pela Sony, a empresa tem agora como objetivo de criar “uma experiência social conectada”.

Apesar dos seus problemas judiciais com a Apple, a Epic Games continua a prosperar.

Na terça-feira, 13 de Abril, a editora da Unreal Engine e do jogo Fortnite acaba de anunciar um levantamento de fundos de mil milhões de dólares, elevando a sua valorização na bolsa de valores em 28,7 mil milhões de dólares.

Entre os generosos doadores que participaram neste levantamento de fundos, encontramos Appaloosa, Luxor Capital ou Fidelity Management & Research Company LLC.

Na liderança deste último levantamento está o gigante Sony, que contribuiu com o maior montante para o projeto, com 200 milhões de dólares.

Acelerar a “criação de experiências sociais conectadas”

Num comunicado oficial partilhado ontem, Tim Sweeney, o CEO da Epic Games especifica como estes novos fundos virão enriquecer a experiência dos jogadores, especialmente através da “criação de experiências sociais conectadas em Fortnite, Rocket League e Fall Guys (adquiridas há algumas semanas pela Epic)”.

Assim, a empresa parece querer concentrar as suas próximas experiências na criação de um multiverso que ligue as suas diferentes franchises, à maneira da MCU, por exemplo.

No fim, a ideia seria de criar uma nova plataforma social na qual jogadores de todo o mundo pudessem interagir uns com os outros, tomando a forma de um avatar evoluindo num mundo virtual.

Fiel a esta lógica, a editora tem vindo a multiplicar as suas aquisições nos últimos meses.

No início de Março, a Epic adquiriu a Capturing Reality, uma empresa especializada na criação de modelos 3D a partir de fotografias.

Apesar de um balanço negativo para o ano 2020, o estúdio de desenvolvimento parece determinado a investir a todo o custo, mesmo que isso signifique perder dinheiro no início.

Questionada no contexto do processo judicial contra a Apple, a empresa estima que se tornará rentável no decorrer do ano 2023.

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